Por que a arquitetura do Guggenheim torna a arte difícil de ver

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Entrar no Museu Solomon R. Guggenheim, na cidade de Nova York, é menos como entrar em uma galeria e mais como pisar em um escorregador branco gigante. O edifício em si é o evento principal. É um exemplo de arquitetura orgânica projetada por Frank Lloyd Wright. A construção ocorreu entre 1956 e 1959.

A estrutura é um afastamento radical do design tradicional do museu. Ele espirala para cima e para fora. A bobina é feita de concreto branco maciço e sem adornos. Não se parece com nenhum outro edifício de Manhattan.

O espaço de exposição é uma rampa em espiral de seis andares de altura. Ele circunda um volume central aberto. Uma cúpula de vidro fica no topo. O aço inoxidável suporta o vidro. A luz inunda de cima.

Os críticos frequentemente argumentam que a arquitetura ofusca a obra de arte. É difícil ignorar a curva das paredes quando você tenta ver uma pintura. O espaço é famoso pela ousadia. É menos famoso por ser um cenário neutro.

O museu abriga a coleção de arte moderna Solomon R. Guggenheim. Possui uma coleção abrangente de pintura europeia de todo o século XX. Também apresenta pintura americana da segunda metade do século.

Os visitantes têm que decidir o que é mais importante. O edifício ou a arte? Você consegue os dois. A rampa força você a se mover em um ritmo específico. Você não pode ficar nos cantos. O caminho é contínuo.

Algumas pessoas adoram a experiência. Eles acham a espiral hipnótica. Outros odeiam. Eles dizem que os pisos inclinados dificultam o enquadramento adequado das obras de arte. A luz da cúpula cria brilho. As sombras mudam conforme o sol se move.

O design prioriza o movimento. Trata o espectador como um viajante. Você está sempre indo para algum lugar. Não existem salas estáticas. Existe apenas a bobina.

Este não é um museu para contemplação silenciosa. É um museu para espetáculo. As curvas de concreto branco dominam seu campo de visão. A arte tem que competir com a arquitetura.

Se você planeja visitar, leve uma câmera com bom zoom. As fotos grande angular capturarão principalmente o edifício. Os detalhes das pinturas podem passar despercebidos se você estiver se movendo muito rápido. Ou muito lento. A rampa determina sua velocidade.

A coleção é de classe mundial. Mas o contêiner é igualmente importante para a história. Wright queria quebrar a caixa. Ele conseguiu. Se isso é bom para os amantes da arte, permanece um debate.

Você sai com poeira branca nos sapatos e uma linha curva na cabeça. A experiência permanece. O edifício não guarda apenas a arte. Ele define como você o vê.

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