Domingo foi ruim. Em Billings, Montana, o termômetro atingiu 111. Um novo recorde histórico. Cidade de Lago Salgado? 109. Sheridan, Wyoming? Mesmo. Idaho Falls registrou 103. O Serviço Meteorológico Nacional já está analisando os dados.
Frank Pereira, do NWS, não mede palavras. Não estamos acostumados com esses números em alguns lugares. Nunca, na verdade. Ou talvez apenas muito raramente.
Há uma razão para isso. Uma “cúpula de calor”. A alta pressão fica acima da paisagem como a tampa de uma panela fervendo. Ele retém o calor. Impede que ele escape. Ele se acumula dia após dia. Mesmo à noite.
Agora está se movendo para o leste. O Centro-Oeste e o Nordeste devem se preparar. Richmond, D.C., Boston – espere que os suspeitos do costume sintam um calor anormal esta semana. Outra onda chegando.
Este não é apenas um problema dos EUA
Olhe ao redor. A França quebrou seu recorde histórico de temperatura média no início deste verão. Três ondas de calor separadas. Até agora, mataram cerca de 1.300 pessoas em toda a Europa.
O Central Park de Nova York não atingiu 100 graus desde 2012 até este mês. A Ásia e o Médio Oriente também estão a cozinhar. Todo o hemisfério norte parece estar suando ao mesmo tempo.
Zachary Labe, da Climate Central, já viu esse padrão antes. Ele chama isso de normal agora, mas no contexto errado. O fenômeno não é novo. A intensidade é. As alterações climáticas estão a alimentar estas cúpulas. Mesclá-los até que o rastreamento individual se torne impossível.
Mais intenso. Maior. Mais difundido. Todo verão daqui para frente.
Essa é a expectativa. A pesquisa confirma isso.
As alterações climáticas induzidas pelo homem aumentam a probabilidade e a temperatura destes eventos. Ondas consecutivas em todas as regiões, todos os meses.
Friederike Otto, da World Weather Attribution, diz isso sem rodeios. As temperaturas globais aumentam, assim como as probabilidades de ondas de calor. Nós os recebemos com mais frequência. Eles bateram com mais força. A matemática é simples, a realidade não.
Ainda assim, os detalhes permanecem confusos. Labe admite que a equipe ainda está analisando os pilotos para este verão em particular. Padrões climáticos como o El Niño complicam as coisas. Por que esta cúpula específica se formou aqui, agora? Ainda estamos descobrindo.
Sobrevivendo ao pico
Não morra de insolação. A Organização Mundial da Saúde recomenda manter-se hidratado. Limite o tempo fora. Verifique como estão os vizinhos idosos ou portadores de deficiência que possam estar sofrendo em silêncio.
Mantenha crianças e animais de estimação fora dos carros estacionados. Os interiores cozinham em minutos. Sem exceções.
O alívio chegará aos EUA eventualmente. No final desta semana, uma frente fria poderá quebrar a cúpula. As temperaturas cairão. “Afaste-se”, diz Pereira. Mas não de volta ao normal. Apenas um pouco menos recorde.
Isso é suficiente? Talvez por esta noite. Mas a linha de tendência continua subindo. Nos ajustamos ao novo normal comprando ventiladores e acompanhando as novidades. Esperamos que isso passe.
