O tempo está acabando.
O público tem até a meia-noite de 13 de julho para falar sobre as mudanças nas regras federais que dariam aos nomeados políticos o poder de decidir quais bolsas científicas serão financiadas. Atualmente, os revisores pares fazem essas escolhas com base no mérito e não na política. Se as regras forem aprovadas, o jogo muda completamente.
O Escritório de Gestão e Orçamento (OMB) divulgou o rascunho em maio. Ele argumenta que os prêmios atuais promovem uma agenda desperta sob Biden. O OMB é liderado por Russell Vought, que projetou o Projeto 2025 na Heritage Foundation. Muitos cientistas veem isso de forma diferente. Eles vêem isso como o começo do fim para a pesquisa objetiva.
Quase 300 mil pessoas já comentaram. Uma análise analisou 51.000 inscrições enviadas até 9 de julho.
94% se opuseram à mudança.
Esse número continua subindo. Grupos proeminentes pediram aos seus membros que falassem, eles ouviram. Até os ganhadores do Nobel estão preocupados.
O físico Wolfgang Ketterle, do MIT, ganhou um prêmio pelo trabalho sobre o condensado de Bose-Einstein. Ele alertou que as regulamentações destruiriam a liderança dos EUA na ciência fundamental. Ele aponta uma ironia. A ciência quântica é atualmente uma prioridade governamental, sim, mas foram necessários vinte anos de trabalho fundamental não financiado para chegar lá. Você não pode planejar a descoberta.
“Para o futuro da nossa nação precisamos de investigação exploratória sem alinhamento”, escreveu ele.
Depois, há Martin Chalfie. Vencedor do Nobel de Química em 2008. Ele observou que o sistema de revisão por pares remonta à Segunda Guerra Mundial e ajudou a prolongar a expectativa de vida e a saúde.
Fazer com que as subvenções sejam aprovadas por um tornassol político destrói a ciência. Simples assim. Sua própria pesquisa premiada veio de uma bolsa do NIH.
Outros concordam. Elizabeth Jacobs, da Universidade do Arizona, disse que a mudança nas regras a aterroriza. Ela fez uma pergunta afiada. Se uma administração for ofendida por um líder estadual, cortamos os fundos de ajuda humanitária para esse estado? Isso parece loucura. Mas agora pode ser real. A saúde pública vira uma bola de futebol.
A Sociedade Meteorológica Americana também vê riscos mais amplos. Os investigadores teriam dificuldade em publicar resultados ou participar em conferências internacionais. O setor privado perde contato. As previsões de tempo severo sofrem. A resposta à seca diminui.
Por que arriscar a segurança pública pela ideologia?
A Associação Americana para Pesquisa do Câncer apontou para os dados. Desde 1991, o atual sistema revisado por pares reduziu a taxa de mortalidade por câncer em 35%. Isso salvou mais de 4,8 milhões de vidas. Isto aconteceu porque os especialistas julgaram as subvenções, não os políticos.
A janela fecha em julho. Os comentários continuam chegando. Ninguém sabe se alguém vai ouvir.
O futuro da ciência dos EUA está em jogo. Pode ser politizado ou pode sobreviver.
Ninguém sabe realmente o que acontece a seguir. 🎲
