Imagine roupas que não ficam apenas no seu armário. Eles respiram. Eles crescem. Eles podem até protegê-lo do sol sem quaisquer aditivos sintéticos.
Os pesquisadores desenvolveram um tecido vivo feito de fungos. Ele permanece vivo após a fabricação. Isto não é couro de cogumelo morto. Este é um material que pode se reparar.
Qual a diferença entre o tecido de micélio vivo e os biomateriais tradicionais?
Já vimos micélio antes. É a rede semelhante a uma raiz de um fungo. Os designers o usam para embalagens, isolamento e até mesmo substitutos de couro vegano. Mas esses produtos são processados. Eles estão mortos. Uma vez moldados, eles ficam estáticos.
Esta nova abordagem muda as regras.
Bolin An, professor pesquisador da Academia Chinesa de Ciências, queria saber algo específico. Poderia um material de micélio permanecer vivo e flexível? A maioria dos materiais fúngicos torna-se rígido ou quebradiço depois de processado.
A equipe da Academia Chinesa de Ciências cultivou densas esteiras de micélio. Esses filamentos naturais se entrelaçam sozinhos em folhas. Não são necessárias máquinas de tecelagem.
Então veio o truque. Eles embeberam as esteiras em glicerol. Pense nisso como um plastificante xaroposo. Mantém o fungo macio. Isso o mantém vivo. O resultado? Um tecido flexível e vivo.
“Queríamos perguntar se um micélio材料 poderia permanecer vivo e programável enquanto ainda atuava como um tecido flexível independente”, diz An.
Por que usar organismos vivos em roupas ou embalagens?
Você pode perguntar por que se preocupar. Por que não ficar apenas com algodão ou poliéster? Ou até mesmo couro de cogumelo morto?
Alexander Bismarck e Mitchell Jones, da Universidade de Viena, oferecem uma visão cética. Eles não estiveram envolvidos no estudo, mas sua perspectiva é justa. Só porque podemos manter o fungo vivo não significa que seja melhor. É mais seguro? É preferível às opções existentes?
A resposta depende do que você deseja que o tecido faça.
Este material vivo pode mudar de função depois de feito.
- Autorreparação: Alimente-o com nutrientes e ele brotará uma nova camada difusa de filamentos. Danos acontecem? A superfície se renova.
- Coloração dinâmica: Incorpore levedura projetada e o tecido produz pigmentos. Você obtém padrões sem tingir cubas.
- Proteção UV: Adicione um fungo específico que cria melanina. O tecido bloqueia a luz ultravioleta naturalmente.
Bismarck e Jones observam que as partes individuais são conhecidas. O fermento é comum. O micélio é comum. A novidade é reuni-los em uma única plataforma de convivência.
Onde a tecnologia têxtil viva se encaixa na moda e no design?
Sejamos realistas. Você não verá isso nas pistas amanhã.
Roupas feitas de organismos vivos requerem armazenamento cuidadoso. A contaminação é um risco. Se você não mantiver as condições adequadas, o molde que você não deseja assume o controle.
Há também a questão da longevidade.
O tecido biodegrada quase completamente em seis semanas. Um casaco de inverno? Má ideia. Você precisaria de um novo todo mês.
Mas para embalagens descartáveis? Talvez. Estruturas temporárias? Definitivamente.
An imagina uma cortina viva. Aquele que fornece proteção UV passiva. Talvez um que limpe a própria superfície. No futuro? Poderia sentir mudanças ambientais ou purificar o ar.
A indústria da moda desperdiça bilhões. Não apenas por causa dos materiais. São os modelos de negócios. Os hábitos de fast fashion. Mudar para tecidos vivos não corrigirá o comportamento do consumidor. Isso não impedirá a agitação das tendências.
É, no entanto, tecnicamente impressionante. É visualmente impressionante.
É prático? Ainda não. Mas prova que não temos de escolher entre materiais inertes e organismos mortos. Podemos ter ambos. Vivo e útil.
Por enquanto, é um experimento de laboratório. Uma prova de conceito.
Será que um dia usaremos nosso jantar? Provavelmente não. Mas podemos pendurar uma cortina que proteja a nossa pele e coma a poluição.


























